'Artista mais rico do mundo' traça plano para criar arte até 200 anos após sua morte
Aos 59 anos, o artista britânico Damien Hirst revelou ter projetos para que outros continuem sua obra por mais dois séculos
Damien Hirst — Foto: Reprodução/Instagram
Damien Hirst planeja continuar relevante na arte por muitos anos após sua morte – por dois séculos, pelo menos. Em entrevista ao London Times, o artista britânico revelou que pretende desafiar o tempo ao deixar planos para que suas obras continuem sendo feitas por mais 200 anos após sua morte.
Figura constante nas listas de artistas mais ricos do mundo, com fortuna estimada em US$ 384 milhões – mais de R$ 2 bilhões, na cotação atual – pelo jornal Sunday Times, Hirst está dedicando em seu tempo no projeto "pinturas póstumas". A ideia é criar 200 cadernos com conteúdo de base para a criação de novas obras, um para cada ano após seu falecimento.
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Os cadernos poderão ser adquiridos por colecionadores, que terão direito de produzir essas peças e assinar as obras. Elas serão acompanhadas com certificados e terão valor de mercado próprio. Porém, cada caderno terá uma numeração e as obras somente poderão ser produzidas no ano correspondente após sua morte – ou seja, as obras do caderno 10 estão liberadas para serem feitas apenas uma década após sua partida.
Damien Hirst — Foto: Reprodução/Instagram
Outras polêmicas de Damien Hirst
Com 38 anos de carreira, Damien Hirst acumulou uma série de polêmicas ao longo do tempo. Em 2000, o designer Norman Emms moveu um processo contra o artista pela escultura Hymn, afirmando que ela era uma reprodução exata do corpo humano que o próprio Emms fez para o Young Scientist Anatomy Set.
Hirst voltou a enfrentar acusações de plágio em 2007 com a obra For The Love Of God, um crânio de platina cravejado de diamantes. John LeKay, ex-amigo do artista, afirmou que a escultura era uma imitação de sua obra Spiritus Calidus, de 1993.
'Hymn' e 'For The Love Of God', obras de Damien Hirst — Foto: Getty Images; Reprodução/MUCA
Em 2021, o britânico queimou 5.820 de suas obras físicas no projeto The Currency. A coleção consistia em 10 mil obras feitas com bolinhas coloridas, sendo que cada uma vinha acompanhada de uma NFT – uma versão digital da pintura. Os compradores tinham a opção de ficar com a NFT ou trocá-la pela obra física. Após um certo prazo, Hirst queimou as obras físicas que não foram escolhidas por seus compradores.
Damien Hirst queima obras do projeto The Currency — Foto: Getty Images
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Fonte: Reprodução - Por Rafaela Bertolini/GQ Globo


