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Assembleia da UFSB debate violência política, mobilização estudantil e defesa da democracia

09 de outubro de 2026
Assembleia da UFSB debate violência política, mobilização estudantil e defesa da democracia

Imagem: Divulgação

por Luiz Oss

Estudantes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) realizam, nesta sexta-feira (9), às 19h, a aguardada Assembleia da Democracia no Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas. A atividade será realizada no Complexo II, no Mural Indígena, e terá como foco questões do cotidiano universitário, organização estudantil e os reflexos do atual cenário político nacional.

A assembleia será presidida por Karl Valente Kayapó, atual presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSB e presidente do Centro de Formação em Desenvolvimento Territorial (CFDT/CPF), ligado ao Diretório Acadêmico da Liberdade Estudantil (DALE).

Entre as pautas estão a organização e votação para implementação de uma sala de descanso, além de discussões sobre perseguição e violência no campus, formas de enfrentamento à extrema-direita e a necessidade de manter a mobilização em defesa da democracia e da educação.

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Também serão apresentados informes e recomendações para o ato previsto para este sábado (10), incluindo orientações sobre segurança, vestimenta e hidratação. A programação contará ainda com oficina de cartazes.

Segundo os organizadores, a discussão sobre as demandas internas da universidade é necessária porque, enquanto estudantes participam da mobilização política, também precisam continuar estudando e trabalhando. A defesa da democracia, nesse sentido, estaria diretamente relacionada à defesa do próprio espaço universitário.

O Campus Paulo Freire possui histórico de conflitos envolvendo questões políticas e denúncias de racismo, transfobia, homofobia e xenofobia. Os estudantes afirmam que esses episódios teriam se tornado mais frequentes desde o fim do primeiro turno, acompanhados por um cenário de intimidação e ameaças atribuídas a estudantes e também a grupos externos ligados à extrema-direita.

Para Ray Levi, presidente do Centro de Formação em Ciências da Saúde do DALE UFSB, é necessário fortalecer a identidade política da universidade e ampliar a participação estudantil.

“O fascismo precisa ter medo de passear na rua e, muito mais, de estudar conosco”, afirma.

Karl Valente destaca que muitos estudantes estão tendo agora os primeiros contatos com manifestações e organização política. Para ele, a assembleia também possui caráter formativo.

“Para muitos, é a primeira vez que eles protestam ou se envolvem com algo relacionado à política. É necessário instrução e motivação para que possamos vencer o medo coletivo. São nesses momentos que nascem os militantes. E espero que juntos, formemos uma grande barreira contra a onda do fascismo no extremo sul", concluiu. 

A expectativa é que a assembleia fortaleça significativamente a organização estudantil, contribuindo para a construção de estratégias coletivas de enfrentamento à violência política que ameaça a nossa tão ameaçada democracia.


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Fonte: Vejaessa – Redação