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Com o livro “Viva Água Preta!”, Almir Zarfeg conclui trilogia dedicada a sua terra natal

19 de outubro de 2026
Com o livro “Viva Água Preta!”, Almir Zarfeg conclui trilogia dedicada a sua terra natal

O poeta e jornalista Almir Zarfeg publica novo livro – Imagens: Divulgação

Com a publicação do livro “Viva Água Preta!”, Almir Zarfeg conclui a trilogia dedicada a sua terra natal, Itanhém, que já foi chamada também de Água Preta. Por isso, o poeta e jornalista costuma se apresentar como itanheense ou água-pretense. 

A nova obra já se encontra à disposição dos interessados no portal da UICLAP, mas o início dessa caminhada remonta ao ano de 1991, quando saiu a primeira edição de “Água Preta”, livro de poemas editado pela Asbrapa de Belo Horizonte-MG. Em seguida, em 2010, veio a público o livro-reportagem “Tecelão de ditos e feitos”, com o selo da PerSe de São Paulo-SP, escrito para celebrar o centenário de nascimento de Sady Teixeira Lisboa, considerado grande líder político de Itanhém, tendo liderado o processo emancipatório e sido eleito primeiro prefeito do município. 

Com o livro “Viva Água Preta!”, Almir Zarfeg conclui trilogia dedicada a sua terra natal

Passados 35 anos, Zarfeg entrega “Viva Água Preta!”, obra que reúne alguns dos momentos mais marcantes da história de Itanhém e, ao mesmo tempo, constitui uma homenagem aos 100 anos de fundação do povoado de Água Preta (1925/2025). Essa saga começou com a doação de uma área de terra feita por Simplício Binas às primeiras famílias que chegaram à localidade em busca de melhores condições de sobrevivência. Por esse gesto nobre, aliás, o desbravador mineiro ocupa a primeira posição no ranking elaborado por Zarfeg. 

Mas o livro – que é dedicado à memória de Neuzeni Correia Amorim (colega de magistério de Zarfeg falecida recentemente) e prefaciado por Wilton Soares dos Santos – foi dividido em 15 partes, para que muitos aspectos da história, cultura e jeito de ser água-pretense fossem contemplados.

Na primeira parte, o autor cuida de temas caros à “itanhenidade”, como as pedras, o rio, os zés, os doidos e os bichos. Sabe-se que o topônimo Itanhém tem sua origem no tupi (ita + nha‘em), que significa panela de pedra ou simplesmente pedra oca. Já o córrego situado nas imediações se chama Água Preta, mesmo nome com que foi denominado o povoado que, em 1938, virou distrito e que, em 1958, se emancipou de Alcobaça batizado de Itanhém e com gentílico itanheense. 

Outros tantos assuntos e figuras públicas e privadas são tratados na obra com conhecimento de causa e senso de pertencimento, sempre fazendo questão de reconhecer a importância de cada um e, também, com liberdade para criticar quem quer que seja, independente do status social.

“Nos últimos 35 anos, venho refletindo sobre minha terra natal e honrado meus conterrâneos, seja como artista, jornalista ou crítico das coisas locais e o resultado disso são esses três livros, publicados em momentos diferentes, mas escritos com a melhor das intenções”, afirmou Almir Zarfeg. 

Com o livro “Viva Água Preta!”, Almir Zarfeg conclui trilogia dedicada a sua terra natal

Simplício Binas, fundador e desbravador de Itanhém

Centenas de personalidades aparecem em “Viva Água Preta!”. Quanto maior a contribuição delas, maior a atenção destinada a cada um que, direta ou indiretamente, contribui para que a Água Preta de outrora se tornasse a Itanhém da atualidade. Homens públicos, lideranças comunitárias e religiosas, artistas da arte e da cultura, pessoas simples e comuns, enfim, todos e todas habitam e enriquecem as páginas dessa obra que, 35 anos depois, fecha a trilogia zarfeguiana com chave de ouro. 

Nomes como José Resende, Ernani Robison Barbosa de Assis, Manezim do Gavião, Milton Ferreira Guimarães, Clotildes Moreira, Nildes Pires, D’Jane Silper, Jandira Rodrigues – e tantos outros – abrilhantam a Nação Bahianeira. Por isso, foram lembrados, honrados e registrados.

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“Este não é um livro de um assunto só, mas um mosaico água-pretense de textos que desnudam questões pouco ou nada conhecidas do senso comum, que narram as virtudes e os vícios dos heróis e anti-heróis, dos homens e mulheres de Itanhém de todos os tempos”, escreveu Wilson Soares no prefácio.

Ele acrescentou: “Zarfeg nos presenteia com histórias de Itanhém com a força de vencer o tempo e, consequentemente, abre mão delas em nome de seus leitores”.

Para adquirir um exemplar de “Viva Água Preta!”, basta clicar neste link aqui.

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Fonte: Vejaessa – Redação