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Erivan Augusto Santana mistura aldravias e microcontos em seu novo livro

26 de outubro de 2025
Erivan Augusto Santana mistura aldravias e microcontos em seu mais novo livro

Erivan Augusto Santana com exemplar de "Minimalismo em concerto: Partituras do tempo rei" — Foto: Divulgação

Em seu mais novo livro, intitulado “Minimalismo em concerto: Partituras do tempo rei”, Erivan Augusto Santana mistura aldravias e microcontos (Uiclap, 2025). A sessão de autógrafos está prevista para a noite de 13/12 em Teixeira de Freitas-BA.

O resultado dessa experimentação não poderia ser melhor: além de tornar pública sua mais recente produção literária, o autor ainda brinda seus leitores com belos textos minimalistas nos dois gêneros que estão na moda há algum tempo: a aldravia e o microconto.

A primeira parte da obra é povoada por belas aldravias, que ocupam as 48 primeiras páginas e revelam o talento do autor teixeirense com a forma poética inventada pelos aldravistas mineiros. Os poemas minimalistas tratam não só do quotidiano, mas também dialogam com outras esferas artísticas e/ou com nomes relevantes da arte.

Nesta aldravia, por exemplo, o autor mantém um diálogo interessante com a obra de Graciliano Ramos:

“baleia / e / Fabiano / pranteiam / essências / nordestinas”.

Outro exemplo não menos interessante:

“no / caminho / da / casagrande / tinha / Freyre” – com a referência explícita ao grande sociólogo pernambucano. 

A segunda parte da obra é dedicada ao microconto, cujo nome quer dizer exatamente isto: um conto em miniatura em que o leitor é convidado a contribuir ativamente, ajudando a dar sentido à narrativa. Desde o primeiro momento, Erivan foi atraído por esse tipo de texto e, pelo visto, não parou mais de produzir. 

A seguir, temos um belo exemplo do microconto “Quadrilha”:

“Maria das Dores não gostava de ler, para não sofrer, até conhecer ‘Quadrilha’. Aí tomou gosto pela coisa, atravessa madrugadas, tornou-se íntima da literatura, lê horas sem parar e segue firme e forte à procura de J. Pinto Fernandes, que sempre dá um jeitinho mineiro de entrar na história”.

Como se vê, uma referência ao poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade, que Erivan retoma em prosa breve e bem-humorada. Outros temas, como família, política e atualidades, são tratados de maneira rápida e competente pelo titular da Cadeira 36 da Academia Teixeirense de Letras (ATL). 

“Podemos constatar que estas novas formas literárias vieram para ficar, já que se identificam plenamente com o tempo em que vivemos, da modernidade e do advento da internet – não pela pressa ou vulgaridade – pelo contrário, dizer muito em poucas palavras é uma arte intrínseca à literatura”, escreveu o artista no prólogo da obra.

O prefácio é assinado pelo poeta e microcontista Alexandre Bollmann, que recomenda a leitura de “Minimalismo em concerto”: “Comovido, e sem querer me perder nesse texto introdutório que já se alonga, eu o convido agora, leitor, a apreciar por seus próprios olhos a vastidão bela do minimalismo de Erivan Santana. Aproveite ao máximo esse grande presente, contemple a mais nova preciosidade de nossa literatura contemporânea brasileira”.

Erivan Augusto Santana mistura aldravias e microcontos em seu mais novo livro

A obra pode ser adquirida através deste link!


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Fonte: Redação — Vejaessa