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Estado da Bahia consolida rede pública de atendimento oncológico em todas as regiões do estado

15 de julho de 2026
Estado da Bahia consolida rede pública de atendimento oncológico em todas as regiões do estado

Imagem: Divulgação/Secom

A geografia deixou de ser uma barreira para o acesso ao tratamento oncológico na Bahia. Com unidades públicas distribuídas por todas as regiões do estado, o sistema estadual garante cobertura territorial da assistência especializada, levando o cuidado para além de Salvador e aproximando diagnóstico e tratamento da população do interior. A dimensão desse trabalho ganha relevo em julho, mês que reúne o Dia do Oncologista, no dia 9; o Dia do Cirurgião Oncológico, no dia 17; e o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, no dia 27.

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A organização estadual reúne o Centro Estadual de Oncologia (Cican), na capital, e 11 hospitais próprios habilitados como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). A distribuição dos serviços forma um cinturão de atendimento que alcança os principais polos regionais da Bahia e permite que cada um deles receba pacientes de dezenas de municípios do entorno.

Além de Salvador, onde estão o Cican e o Hospital da Mulher, a assistência chega a Feira de Santana, com o Hospital Estadual da Criança; Alagoinhas, com o Hospital Estadual do Litoral Norte; Juazeiro, com o Hospital Regional de Juazeiro; Irecê, com o Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho; Barreiras, com o Hospital do Oeste; Caetité, com o Hospital Estadual de Oncologia Alto Sertão; Vitória da Conquista, com o Hospital Geral de Vitória da Conquista; Jequié, com o Hospital Geral Prado Valadares; Porto Seguro, com o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães; e Teixeira de Freitas, com o Hospital Estadual Costa das Baleias.

Mais do que uma relação de hospitais, esse mapa traduz uma política de regionalização. A presença desses equipamentos em cidades estratégicas permite organizar a assistência por territórios, encurtar distâncias e reduzir a concentração do atendimento na capital. Isso tem peso especial no tratamento do câncer, que pode exigir consultas sucessivas, exames, cirurgias, quimioterapia e acompanhamento prolongado.

Em Salvador, o Cican atua como centro estadual de referência. Oferece atendimento em ginecologia, mastologia, oncologia clínica, urologia, dermatologia, proctologia, anestesiologia, terapia da dor e cirurgia geral. Mantém ainda hospital-dia, tratamento quimioterápico, exames para detecção precoce, procedimentos diagnósticos e terapêuticos, cirurgias de pequeno e médio porte e acompanhamento multiprofissional.

O alcance territorial da assistência se torna ainda mais relevante diante do avanço da doença no país. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil registre 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028. O câncer já se aproxima das doenças cardiovasculares entre as principais causas de adoecimento e morte, num cenário influenciado pelo envelhecimento da população, pelas desigualdades regionais e pelos desafios de garantir prevenção, diagnóstico precoce e tratamento no tempo adequado.

Entre os homens, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata responde por 30,5% dos casos estimados no Brasil. Em seguida aparecem os tumores de cólon e reto, com 10,3%; pulmão, 7,3%; estômago, 5,4%; e cavidade oral, 4,8%. Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, com 30%; cólon e reto, 10,5%; colo do útero, 7,4%; pulmão, 6,4%; e tireoide, 5,1%.

Na Bahia, a maior taxa bruta de incidência estimada entre os homens é a do câncer de próstata: 90,43 casos por 100 mil habitantes. Depois aparecem os cânceres de cólon e reto, com 13,99, e de estômago, com 11,78. Entre as mulheres, o câncer de mama lidera, com 58,54 casos por 100 mil, seguido pelos tumores do colo do útero, com 17,88, e de cólon e reto, com 15,12.

Os números ajudam a dimensionar o desafio, mas também revelam por que a localização dos serviços importa. Em um estado com 417 municípios e grandes distâncias territoriais, oferecer assistência oncológica em todas as regiões significa incorporar o endereço do paciente à própria estratégia de cuidado. A regionalização não elimina os deslocamentos, mas evita que a capital seja a única porta possível para quem enfrenta a doença.


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Fonte: Vejaessa/Ascom