Jorge Ventura autografa “Libitina – Elegias e alguns infortúnios” no Rio de Janeiro
Jorge Ventura durante lançamento de "Libitina Elegias e alguns infortúnios" — Fotos: Divulgação
O poeta e editor Jorge Ventura autografou sua obra mais recente na noite da última quinta-feira (18/9), no Pen Club do Brasil, no Flamengo, na Cidade Maravilhosa. Trata-se de “Libitina – Elegias e alguns infortúnios”, que sai com a chancela da Ventura Editora.
Além da sessão de autógrafos, teve bate-papo com o autor Jorge Ventura, Claudia Monzolillo (revisora), Alexandre Brandão (orelhista) e Renata Quiroga, que dedicou à obra uma resenha psicanalítica.
Já a poeta e artista visual Val Mello causou sensação à parte, performando como a irresistível (e terrível) Libitina, enquanto o público se servia dos comes e bebes.
A poeta Val Mello performando como a terrível Libitina
Entre tantas personalidades do meio literário carioca, compareceram ao lançamento Adriano Espínola, Luíza Lobo, Edir Meireles, Elisa Flores, Luís Turiba, Silvio Ribeiro de Castro, Angel Cabeza, Amalri Nascimento, Igor Fagundes e Jacinto Fabio Corrêa.
“Libitina” reúne algumas dezenas de minicontos e microcontos narrados de maneira magistral pelo autor que, além de poeta experimentado, é também um excelente prosador. Graças à sua verve literária, Jorge conduz os leitores ao submundo de Libitina, a deusa grega das tragédias e infortúnios da humanidade.
Bate-papo com Renata Quiroga, Claudia Monzolillo, Jorge Ventura e Alexandre Brandão
Desprovidos de títulos, repletos de segundas intenções (e intensões), suspense e boa dose de tragicidade, as narrativas minimalistas envolvem os leitores, conduzindo-os ao final surpreendente ou impactante ou as duas coisas juntas.
Leia-se, por exemplo, o microtexto que abre a obra: “Quando ia dormir, adorava ouvir o barulhinho do ventilador. Sentia-se voando dentro de um avião. Numa madrugada, as hélices despencaram do elevador do quarto. Seu sonho foi pelos ares”.
Como escreveu Almir Zarfeg no prefácio: “São pequenas narrativas recortadas da realidade e narradas de modo cirúrgico e instigante, de sorte que atraem a atenção dos leitores com boas doses de suspense”. O livro ainda conta com as orelhas assinadas por Alexandre Brandão e as ilustrações góticas com os traços de Waldez Duarte. Enfim, é ler para se assustar, ou melhor, para se deliciar.
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Fonte: Redação — Vejaessa


