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Leiam o posfácio que Zarfeg dedicou à nova obra poética de Erivan Santana

04 de abril de 2024
Leiam o posfácio que Zarfeg dedicou à nova obra poética de Erivan Santana
Almir Zarfeg com exemplar de "Cartas teixeirenses, ba", de Erivan Santana 

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Com algumas dificuldades, mas, com muita dedicação e boas doses de talento, você vem conseguindo conquistas relevantes na poesia. Eu sou testemunha ocular desse crescimento e, por isso, dou meu testemunho. 

Tudo começou – editorialmente falando – com a publicação de “Para ler um poema” (PerSe, 2018), seguido de “Baladas da misericórdia na primavera” (Lura Editorial, 2022). Mas sem esquecer que, entre os dois títulos, veio a público “Tempos sombrios: instantâneos da realidade” (Lura Editorial, 2019), livro de crônicas que apresenta as suas impressões sobre o mundo e as coisas pensantes. Porque, por incrível que possa parecer, algumas pessoas conseguem se expressar – artisticamente – em versiprosa. Você é uma dessas raridades. 

Lembrando também que, tanto “Para ler um poema” quanto “Tempos sombrios: instantâneos da realidade”, já ganharam o carimbo de 2ª edição revista e ampliada.

Aqui para nós – de leitor para autor –, existirá coisa mais mágica do que assistir às obras serem editadas/reeditadas e lidas/relidas? Mais mágico do que isso, apenas a potência/ato de escrevê-las. 

Contudo, como seguro morreu de velho e quem está na chuva é para se molhar, você segue produzindo a todo vapor, melhor dizendo, inspiradíssimo. Textos em versos e em parágrafos se sucedem, diariamente, mostrando que você continua comprometido com a escrita, com a leitura e com o magistério. Porque você é polivalente.

Leiam o posfácio que Zarfeg dedicou à nova obra poética de Erivan Santana

E este Cartas teixeirenses, ba não constitui tão somente a sua 3ª obra literária, mas também a certeza de que você segue(irá) produzindo seus textos e, ao fazê-lo, brinda(rá) a todos nós com a sua melhor versão do mundo vasto mundo (Drummond sabe disso). Outros tantos autores de renome, com os quais você dialoga, aplaudem essa sua luta textual. 

Nestas cartas – estou convicto disso – se dá um fenômeno geocultural interessante: o diálogo entre local/universal, nacional/internacional, pessoal/interpessoal, presente/passado, para ficarmos nesses paralelismos.


E isso é por demais revelador porque, à maneira de Álvaro de Campos, você carrega consigo todos os sonhos do mundo. Sonhos, desejos e vontades que, mesmo made in Teixeira de Freitas, são espalhados para todo o planeta (a internet dá uma mão nisso) e compartilhados com todos e todas (as redes sociais ajudam na divulgação). Independentemente de raça, idade, sexo, estatura e/ou iniciação literária! 

Portanto, meu caro Erivan, toque aqui (que pode haver de maior ou menor do que um toque? – repetindo W. Whitman) e sigamos antenados com nosso terrível tempo – esse devorador das coisas, conforme alertou Ovídio –, sempre prontos para, a qualquer momento, transformar símbolos em pérolas! 

Ah, duas últimas e necessárias coisas: continue falando de sua aldeia, para ser universal (escute Tolstoi) e me permita continuar textualizando e contextualizando seus poemas e prosas! 

Cordialmente, 

A/Zarfeg


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Fonte: Redação