Luiz Otávio Oliani autografa sua mais nova obra, “Eu me sinto um criminoso”, no RJ
Luiz Otávio Oliani, Maria Célia Vieira e o poeta e editor Jorge Ventura – Fotos: Divulgação
O carioca Luiz Otávio Oliani autografou na última quarta-feira (9), entre as 18h e 21h, na Cafeteria Coffee Break, na Lapa, no Rio de Janeiro, sua mais nova obra. Trata-se do livro “Eu me sinto um criminoso e outras crônicas” (Ventura Editora, 2025), que marca a incursão do escritor e poeta no gênero crônica.
O lançamento foi prestigiado por inúmeros artistas da palavra, como Chris Herrmann, Val Mello, Maria Célia Vieira, José M. Diaz, Edir Meirelles, Leyla Lobo, Jorge Ventura (que é também o editor da obra), Alexei Bueno e tantos outros nomes.
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O livro reúne as crônicas, quase sempre em forma de pequenos textos, que o autor dedicou à arte da escrita, da leitura e da edição de livros. Enfim, são observações quotidianas sobre o mundo dos livros, autores, leitores e o mercado editorial. Quase sempre marcadas bela brevidade, humor e leveza, como dever ser uma boa crônica.
Luiz Otávio Oliani autografando "Eu me sinto um criminoso e outras crônicas"
Em “Cabeça de escritor”, por exemplo, Oliani escreve: “Assim é o escritor, um ser que vive entre palavras, à espreita de novos livros a serem escritos. Um ser que não fica satisfeito quando um título inédito vem ao mundo, porque o próximo será sempre melhor”. Já em “Casa sem vida”, pontua: “Uma casa sem livros não tem vida. É um espaço frio, onde não impera a imaginação.
É um local árido onde o universo campeia seco. É um ambiente onde a terra não se faz plena com todas as potencialidades”. Em “Para quem escrever?”, ele esclarece: “O escritor escreve para se comunicar com o mundo. Cria literatura, exerce o fascínio da imaginação, ao golpear a realidade por meio da denotação, porque isto lhe cabe. Revela o amor pelas palavras, por necessidade particular”.
A obra é prefaciada pela escritora sul-mato-grossense Raquel Naveira.
A orelha ficou a cargo de Almir Zarfeg, que fez uma breve apresentação do autor Luiz Otávio Oliani: “Na totalidade dos textos – uns sessenta pelo menos – salta à vista o bibliófilo, antes de qualquer coisa. Pois, antes mesmo de se tornar professor e escritor, Oliani já havia decidido o que seria quando crescesse: alguém de cuja vida os livros fariam parte não como acessório ou detalhe, mas como extensão, prolongamento e razão de ser. Imbuído dessa missão, ele apresenta suas impressões sobre a natureza da literatura, a cumplicidade que envolve autor/obra e a relação nada amistosa entre criação e mercado editorial. A recepção artística também é posta em questão”.
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Fonte: Redação — Vejaessa



