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Lula e Flávio apostam em atos no Sudeste, maior colégio eleitoral, nos últimos dias de campanha

02 de outubro de 2026

Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra Lula com 42% e Flávio com 38%; margem de erro é de dois pontos

Lula e Flávio apostam em atos no Sudeste, maior colégio eleitoral, nos últimos dias de campanha

Os dois candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas chegam às vésperas do primeiro turno com foco no Sudeste, região que concentra os maiores colégios eleitorais do país. O presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão realizar seus últimos atos de campanha em São Paulo, no sábado. Nessa reta final, o petista e o senador também vão focar em Minas e no Rio. 

Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra Lula com 42% das intenções de voto enquanto Flávio marca 38%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento anterior, o petista tinha 40%, e o senador, 36%. Os dois oscilaram, portanto, positivamente dois pontos, mantendo o cenário de empate técnico. Em eventual segundo turno, Lula tem 48%, e Flávio, 45%. O cenário também é de empate dentro da margem de erro.

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O instituto ouviu 2.506 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de setembro. É a primeira pesquisa do Datafolha feita após a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. O candidato do PL foi alvo de conteúdos falsos nas redes, segundo os quais ele tiraria da santa o título de padroeira do Brasil.

Caminhada e carreata

Lula fará uma caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado, repetindo estratégia adotada na véspera do primeiro turno de 2022. O ato será em conjunto com Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo paulista, e as candidatas ao Senado na mesma chapa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Hoje, Flávio fará agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, e o escolheu o interior paulista para uma carreata, que sairá de Santa Bárbara D'Oeste e seguirá até Americana. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, estará presente, assim como os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Com a aproximação do pleito, Flávio e Tarcísio intensificaram os eventos conjuntos após um início de campanha mais afastados. Na semana passada, o candidato ao Planalto pelo PL e o governador fizeram um ato e caminhadas no Centro da capital. Os dois foram ao Brás, região de comércio popular, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), e depois ao Mercado Municipal. Dias antes, no último dia 25, os dois estiveram juntos no rodeio de Jaguariúna.

Historicamente, o PT perde no estado, ainda que tenha bons resultados na capital. Por isso, além de ter escalado quatro ex-ministros para a disputa paulista, Lula pretende reforçar sua presença a fim de garantir uma votação mais confortável no domingo.

Na corrida final por votos antes do primeiro turno, a campanha petista quer chegar aos indecisos para retomar votos que já foram do PT. Hoje, o presidente fará um ato na Candelária, no Centro do Rio, pela manhã, e à tarde estará na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

A mobilização será combinada com um movimento que vem sendo chamado de “48 horas com Lula”, em que PT convocou a militância para que hoje e amanhã intensifique a busca por votos nas ruas e nas redes sociais. A orientação é a busca de votos em corpo a corpo, visitas de porta em porta, carreatas e caminhadas, além de panfletagem, adesivação e bandeiraço em pontos de grande circulação.

Rejeição

Lula e Flávio seguem com os maiores percentuais de rejeição junto ao eleitorado entre os candidatos à Presidência. O Datafolha divulgado ontem mostra que os dois aparecem com 45%. É o mesmo patamar apontado pelo levantamento anterior do instituto, do dia 24 de setembro.

A pesquisa mostra ainda que 49% desaprovam o trabalho de Lula como presidente. Outros 48% aprovam o terceiro mandato do petista, e 3% não souberam responder. Os números mostram uma estabilidade em relação ao levantamento anterior. Na ocasião, a gestão de Lula era desaprovada por 50% dos eleitores, enquanto outros 47% aprovavam o governo, e 3% não sabiam responder. As oscilações foram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em abril, a desaprovação ao governo foi a 51% e abriu a maior vantagem em relação à aprovação deste ano, de seis pontos. Desde então, a parcela daqueles com avaliação positiva voltou a subir e, em julho, chegou a ultrapassar a desaprovação numericamente, marcando 49% contra 48%. Depois, porém, a gestão voltou a ser reprovada pela maioria.


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Fonte: Reprodução – OGlobo