Maria Leôncio, titular da Cadeira 30 da ATL, falece aos 98 anos em Teixeira de Freitas
A acadêmica Maria Leôncio, que faleceu nesta terça-feira aos 98 anos de idade
A professora aposentada e autora titular da Cadeira 30 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), Maria Leôncio, faleceu na manhã desta terça-feira (26), em sua residência, em Teixeira de Freitas.
Ela tinha 98 anos de idade e vinha, há vários anos, enfrentando uma série de limitações impostas pela longevidade, como impossibilidade de locomoção e visão. Seus últimos textos, por exemplo, eram ditados para uma das filhas, que os transcrevia e, depois, encaminhava à ATL para publicação.
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O corpo segue velado na Igreja Presbiteriana de Teixeira de Freitas e o sepultamento está programado para esta quarta-feira (27/5), às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade II, nessa mesma cidade.
Maria Leôncio deixa seis filhos (dos quais uma filha já falecida), 15 netos e 14 bisnetos. Ela foi casada com o saudoso engenheiro civil Edward Leôncio Nascimento, que comandou o DNER em Eunápolis e Teixeira de Freitas, durante a construção da BR-101, nas décadas de 60 e 70. Ele foi homenageado com nome de rua em Teixeira e escolhido patrono da Cadeira 30 da ATL.
Maria Leôncio era natural de Lençóis, cidade localizada na Chapada Diamantina e, ainda na década de 50, se licenciou em História e Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Lecionou essas disciplinas por 30 anos, em cidades como Salvador e Ilhéus, até se aposentar.
A família se mudou para o sul da Bahia na década de 60, residindo em Ilhéus, passando temporadas em propriedades rurais no município de Caravelas, até se mudar definitivamente para Teixeira de Freitas.
"Destino: Extremo Sul", uma das obras escritas por Maria Leôncio
Ela sempre gostou de escrever e, em 2007, publicou “Garimpo de Lembranças” e, em 2010, “Destino: Extremo Sul”, livros marcados pela prosa memorialística, narrados em primeira pessoa, gênero em que a autora discorria com extrema facilidade. Por isso, ela foi convidada em 2016 para compor os quadros da Academia Teixeirense de Letras.
“Tive a honra de conviver com a confreira Maria Leôncio e de usufruir de boas conversas e momentos amistosos, sempre acompanhado do também saudoso Carlos Mensitieri, pelo que sou e serei muito grato”, afirmou o presidente de honra da ATL, Almir Zarfeg.
Almir Zarfeg, Maria Leôncio e o saudoso Carlos Mensitieri festejando os 90 anos dela
Com o passamento de Maria Leôncio, o presidente da ATL, Raimundo Magalhães, vai declarar a vacância da Cadeira 30 e, em seguida, programar a Sessão da Saudade em homenagem à confreira que acaba de virar estrela aos 98 anos (1928/2026).
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Fonte: Vejaessa — Redação


