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Médicos da rede estadual suspendem greve após decisão da Justiça baiana

01 de agosto de 2025

Mobilização afetou cinco unidades de referência em Salvador

Médicos da rede estadual suspendem greve após decisão da Justiça baiana

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A greve iniciada pelos médicos da rede estadual de saúde da Bahia foi suspensa nesta sexta-feira (1º), após apenas um dia de paralisação. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) conceder uma liminar que declarou a suspensão dos atendimentos como ilegal e impôs multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

A mobilização afetou cinco unidades de referência em Salvador: Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Instituto de Perinatologia da Bahia (IPERBA), Maternidade Tsylla Balbino e Maternidade Albert Sabin. Durante a paralisação, os profissionais restringiram apenas os atendimentos de menor gravidade (fichas verdes e azuis) e os procedimentos eletivos.

“O movimento foi responsável e cuidadoso, sem colocar a vida dos pacientes em risco. Todos os internamentos e casos de urgência foram mantidos”, destacou o sindicato em nota. A entidade afirmou ainda que cumpre a decisão judicial, mas segue em busca de soluções para o impasse que motivou a paralisação.

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Em conversa com o bahia.ba, na quinta-feira (31), a presidente do Sindicato, Rita Virgínia, afirmou que o principal motivo da greve foi a mudança no regime de contratação dos médicos, após o encerramento do contrato entre a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS). Cerca de 500 médicos que atuavam sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) serão desligados, sem garantia de recontratação nos mesmos moldes. A proposta do governo tem sido a substituição por contratos via pessoa jurídica, sem direitos como 13º salário ou licença-maternidade.

Em comunicado, divulgado nesta sexta-feira, o Sindimed reforçou que, ao contrário do que foi dito publicamente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), não houve diálogo recente com a categoria. “Desde o dia 24 de julho não houve qualquer contato por parte da Sesab”, criticou.


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Fonte: Reprodução — Bahia.ba