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Patrícia Brito escreve sobre “Cartas teixeirenses, ba”, livro de poemas de Erivan Santana

26 de junho de 2024
Patrícia Brito escreve sobre “Cartas teixeirenses, ba”, livro de poemas de Erivan Santana

A autora e acadêmica Patrícia Brito com exemplar de "Cartas teixeirenses, ba" - Fotos: Divulgação

Erivan Santana é um poeta, contista e cronista, mas que se destaca no verso, já tendo publicado três obras: “Para ler um poema”, “Baladas da misericórdia na primavera” e, por último, “Cartas teixeirenses, ba”, que autografou recentemente em Teixeira de Freitas.

Como prosador, ele é autor do livro de crônicas “Tempos sombrios: instantâneos da realidade”, que não faz muito tempo ganhou uma 2ª edição revista e ampliada.

Seja na poesia ou na prosa, Erivan Santana tem chamado a atenção de todos, seja na Academia Teixeirense de Letras (ATL) ou fora dela, pela produção impressa e, também, pelos prêmios que vem colecionando aqui e acolá. Prova de que a semeadura foi bem feita e os frutos começam a aparecer.

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Recentemente, ele participou da Bienal do Livro Bahia 2024, quando, não apenas expôs e autografou sua obra mais recente como também participou de debates. Em resumo, representou bem a ATL (sendo titular da Cadeira 36), Teixeira de Freitas e região.

Dito isso, passemos à obra “Cartas teixeirenses, ba”, cujo título reflete a ligação do autor com Teixeira de Freitas, onde vive há pelo menos 35 anos, muitos dos quais dedicados ao magistério.

Patrícia Brito escreve sobre “Cartas teixeirenses, ba”, livro de poemas de Erivan Santana

No poema “BR-101: Futuro do presente”, conhecemos a história da construção da BR-101. A seguir, na página 20, aparece uma aldravia, que é uma nova forma poética marcada por características minimalistas e sucintas. Já “Boletim” é um poema que causa angústia, pois trata do silêncio à espera de uma notícia nos meios de comunicação.

“Quem vier, verá” também é um poema que causa angústia, propondo uma reflexão para os dias de medos e incertezas que, a despeito do novo normal, continua afetando as pessoas. Ou estaríamos vivendo um novo normal de fato e de direito?

A partir de “Luminares de Atenas”, o autor nos propõe uma viagem no tempo com poemas como “A razão de Nietzsche” e “Encontrando Shakespeare”. Trata-se de poemas de cunho filosófico, cultural e histórico. Poemas com carga de sentimentos como angústia, dúvida e sobre saber viver.

“Cartas teixeirenses, ba”, portanto, é um livro que conversa com o leitor sobre diversos assuntos desde notícias até músicas geração 80, 90, artes, dança, memória, líderes extremistas, doenças da alma, tagarelice da mente. Enfim, “textos em versos e em parágrafos se sucedem, diariamente[...] comprometido com escrita, com a leitura e com o magistério” – revela o Posfácio escrito por Almir Zarfeg, presidente de honra da ATL.

O Prefácio, escrito pelo também acadêmico Fernando Lago, celebra a nova obra nestes termos: “É com imensa alegria que acabo de ler, reler, e mastigar o novo e primoroso livro de Erivan Santana”. Recomenda sua leitura e deseja muito sucesso. 

Erivan Santana ainda presenteia seus leitores com algumas aldravias. Mesmo porque o mundo da poesia é marcado por descobertas, não só para quem aprecia o gênero em questão, mas principalmente para quem pretende estudar e conhecer um novo estilo que não abre mão das coisas da vida e dos desafios da linguagem. 

A prova disso é esta bela aldravia escrita pelo autor das “Cartas”: “leio /o / mundo / e / escrevo / poesia”.


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Fonte: Redação