Patrícia Brito escreve sobre “Cartas teixeirenses, ba”, livro de poemas de Erivan Santana
A autora e acadêmica Patrícia Brito com exemplar de "Cartas teixeirenses, ba" - Fotos: Divulgação
Erivan Santana é um poeta, contista e cronista, mas que se destaca no verso, já tendo publicado três obras: “Para ler um poema”, “Baladas da misericórdia na primavera” e, por último, “Cartas teixeirenses, ba”, que autografou recentemente em Teixeira de Freitas.
Como prosador, ele é autor do livro de crônicas “Tempos sombrios: instantâneos da realidade”, que não faz muito tempo ganhou uma 2ª edição revista e ampliada.
Seja na poesia ou na prosa, Erivan Santana tem chamado a atenção de todos, seja na Academia Teixeirense de Letras (ATL) ou fora dela, pela produção impressa e, também, pelos prêmios que vem colecionando aqui e acolá. Prova de que a semeadura foi bem feita e os frutos começam a aparecer.
Clique aqui e participe do Canal VEJAESSA no WhatsApp
Recentemente, ele participou da Bienal do Livro Bahia 2024, quando, não apenas expôs e autografou sua obra mais recente como também participou de debates. Em resumo, representou bem a ATL (sendo titular da Cadeira 36), Teixeira de Freitas e região.
Dito isso, passemos à obra “Cartas teixeirenses, ba”, cujo título reflete a ligação do autor com Teixeira de Freitas, onde vive há pelo menos 35 anos, muitos dos quais dedicados ao magistério.

No poema “BR-101: Futuro do presente”, conhecemos a história da construção da BR-101. A seguir, na página 20, aparece uma aldravia, que é uma nova forma poética marcada por características minimalistas e sucintas. Já “Boletim” é um poema que causa angústia, pois trata do silêncio à espera de uma notícia nos meios de comunicação.
“Quem vier, verá” também é um poema que causa angústia, propondo uma reflexão para os dias de medos e incertezas que, a despeito do novo normal, continua afetando as pessoas. Ou estaríamos vivendo um novo normal de fato e de direito?
A partir de “Luminares de Atenas”, o autor nos propõe uma viagem no tempo com poemas como “A razão de Nietzsche” e “Encontrando Shakespeare”. Trata-se de poemas de cunho filosófico, cultural e histórico. Poemas com carga de sentimentos como angústia, dúvida e sobre saber viver.
“Cartas teixeirenses, ba”, portanto, é um livro que conversa com o leitor sobre diversos assuntos desde notícias até músicas geração 80, 90, artes, dança, memória, líderes extremistas, doenças da alma, tagarelice da mente. Enfim, “textos em versos e em parágrafos se sucedem, diariamente[...] comprometido com escrita, com a leitura e com o magistério” – revela o Posfácio escrito por Almir Zarfeg, presidente de honra da ATL.
O Prefácio, escrito pelo também acadêmico Fernando Lago, celebra a nova obra nestes termos: “É com imensa alegria que acabo de ler, reler, e mastigar o novo e primoroso livro de Erivan Santana”. Recomenda sua leitura e deseja muito sucesso.
Erivan Santana ainda presenteia seus leitores com algumas aldravias. Mesmo porque o mundo da poesia é marcado por descobertas, não só para quem aprecia o gênero em questão, mas principalmente para quem pretende estudar e conhecer um novo estilo que não abre mão das coisas da vida e dos desafios da linguagem.
A prova disso é esta bela aldravia escrita pelo autor das “Cartas”: “leio /o / mundo / e / escrevo / poesia”.
..............
Fonte: Redação


