Buscar
Buscar
logo

Por que a FIFA quer Messi campeão: quando o VAR veste azul e branco

04 de julho de 2026

Por que a FIFA quer Messi campeão: quando o VAR veste azul e branco

ARTIGO — por Luiz Oss

Em meio à atual Copa do Mundo, é inegável que a arbitragem da FIFA parece saída diretamente do Brasileirão. O VAR tem lado e torce fervorosamente pela Argentina — ou melhor, por Messi. O ídolo no sentido mais pleno do termo: uma divindade de semblante inexpressivo que ocupa hoje o centro do panteão do futebol mundial.

É claro que Messi tem méritos. E, mais claro do que uma manhã de verão, é que a FIFA quer beneficiá-lo de alguma forma. Mas não porque os engravatados da entidade, que arrotam caviar e peidam lagosta, sejam membros do fã-clube do argentino, como boa parte da imprensa esportiva brasileira, que usa sua admiração por La Pulga como pretexto para vestir o uniforme alviceleste em detrimento da amarelinha.

>> Clique aqui e participe do Canal VEJAESSA no WhatsApp

Os cuequinhas de veludo da FIFA não amam Messi. Eles amam o que Messi pode lhes proporcionar: dinheiro — e estou falando de muito dinheiro.

Afinal, a FIFA tem tanto amor pelo futebol quanto Garfield tem pelas segundas-feiras. Sua verdadeira obsessão são os lucros que o esporte pode lhe proporcionar. Dinheiro é a lasanha da FIFA.

E Messi é idolatrado em praticamente todo o planeta — não apenas pelas redações do jornalismo esportivo, que muitas vezes nem escondem seu desprezo pela Seleção Brasileira. Por ser tratado como uma celebridade, ele atrai audiência. Ainda que haja outros 21 jogadores em campo, as câmeras parecem enxergar apenas um. E, como concentra a atenção do mundo inteiro, gera audiência, publicidade e, consequentemente, lucro para a FIFA.

É por isso que a arbitragem atua constantemente em seu favor — ou melhor, em favor da seleção que ele representa. Afinal, quanto mais partidas protagonizadas pela maior estrela do futebol, mais dinheiro entra nos cofres da entidade. Por isso, uma final com a Argentina beira a obsessão. Afinal, "todo olho o verá" (Ap 1:7).

E, se, por acaso, a decisão fosse entre Portugal e Argentina — isto é, entre Cristiano Ronaldo e Messi, os dois maiores jogadores das últimas décadas —, estaríamos diante de um evento de proporções épicas. Os velhinhos endinheirados da FIFA ejaculariam em um verdadeiro orgasmo financeiro. Não se surpreendam se o VAR começar a enxergar faltas e pênaltis onde eles simplesmente não existem, apenas para favorecer esse encontro. O que, segundo Barney Stinson, seria... le-gen-dá-rio.

Mas existe outro motivo, além do dinheiro.

Para a FIFA, fora das quatro linhas, Messi representa o modelo perfeito de jogador. Não se envolve em grandes polêmicas, e sua discrição diante de praticamente tudo o que acontece no mundo beira à de um monge tibetano em voto de silêncio — especialmente quando o assunto é a corrupção que há décadas ronda a própria Fifa.

Muito diferente de outra divindade argentina: Diego Maradona.

Enquanto Messi entra mudo e sai calado, Maradona fazia de sua posição um megafone político. Questionava os poderosos, denunciava as elites, alinhava-se a lideranças de esquerda, defendia causas populares. O sujeito tinha uma tatuagem de Che Guevara no braço e fumava charutos cubanos... O que mais vocês querem?

Por essa razão, a imprensa — ou, como diriam alguns, a secretaria de comunicação da burguesia — sempre buscou retratá-lo, antes de tudo, como um drogado maluco. Quando não se consegue refutar um argumento, recorre-se à falácia ad hominem: ataca-se o caráter de quem fala em vez de enfrentar aquilo que foi dito.

É claro que Maradona gostava de uma colombiana — e não estou me referindo a nenhuma beldade de Bogotá. Mas a dependência química não deve ser tratada como sinônimo de mau-caratismo. É uma doença. Maradona era um homem doente. Sua dependência, contudo, não torna suas ideias automaticamente falsas nem invalida seus posicionamentos.

Por isso, a consagração de Messi teria também o propósito de destronar Maradona de seu trono alviceleste. Messi atende aos interesses da elite: sua passividade é exatamente o tipo de comportamento que os poderosos desejam ver em seus maiores ídolos, ao contrário de seu antecessor.

Mas, apesar de todas as tentativas de reescrever a história, para muitos devotos do futebol argentino, "D10S solo hay uno".


..............

Fonte: Vejaessa – Redação