Regulação da Saúde avança na Bahia e amplia atendimento no Extremo Sul com Hospital Costa das Baleias
Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas - Fotos: Feijão Almeida/GOVBA
A regulação da saúde pública na Bahia tem apresentado avanços significativos na organização do atendimento e no acesso da população aos serviços especializados. Em entrevista à Rádio Metrópole, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, destacou o funcionamento da Central de Regulação, que opera 24 horas por dia, todos os dias da semana, com uma estrutura robusta composta por mais de 200 médicos e cerca de 500 profissionais envolvidos diretamente no processo de encaminhamento dos pacientes.
O sistema tem como objetivo garantir que cada paciente seja direcionado para a unidade adequada, no tempo certo, com base em critérios técnicos e de prioridade clínica. Segundo os dados apresentados, atualmente 81% das pessoas são atendidas dentro das próprias macrorregiões de saúde, o que reduz deslocamentos e aproxima o cuidado da população.
No Extremo Sul da Bahia, os números evidenciam uma mudança concreta na realidade da assistência. Antes da implantação do Hospital Estadual Costa das Baleias, apenas 0,7% dos pacientes regulados conseguiam atendimento na própria região. A grande maioria precisava ser transferida para Salvador ou até mesmo para outros estados, o que gerava demora, desgaste e riscos adicionais aos pacientes.
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Com a entrada em funcionamento do hospital, esse cenário foi transformado. Hoje, cerca de 73% das pessoas que necessitam de atendimento de média e alta complexidade já conseguem ser assistidas dentro da própria região, especialmente na unidade localizada em Teixeira de Freitas.
A ampliação da capacidade de resposta da regulação é atribuída à estrutura técnica e humana envolvida no processo. São mais de 200 médicos responsáveis por analisar cada caso, avaliar a gravidade e definir o melhor encaminhamento, além de mais de 500 profissionais que atuam continuamente para localizar vagas e organizar a rede assistencial.
Apesar dos avanços, o próprio sistema reconhece que ainda há desafios a serem superados. A meta é alcançar um nível de efetividade próximo de 100%, garantindo que todos os pacientes tenham acesso rápido e adequado ao tratamento necessário. Ainda assim, os indicadores atuais apontam que o modelo implantado pelo Governo do Estado tem produzido resultados concretos e segue em evolução.
A regulação, quando estruturada e eficiente, reduz filas, otimiza recursos e, principalmente, salva vidas ao garantir que o paciente esteja no lugar certo, no momento certo.
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Fonte: Vejaessa/Ascom


