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Rui diz que Brasil precisa ser “passado a limpo” e cobra investigação de caso envolvendo ACM Neto e Vorcaro

16 de setembro de 2026

Candidato ao Senado afirmou que “ninguém pode ser protegido” ao comentar informações divulgadas pela imprensa sobre delação do empresário Daniel Vorcaro

Rui diz que Brasil precisa ser “passado a limpo” e cobra investigação de caso envolvendo ACM Neto e Vorcaro

Rui Costa – Fotos: Arquivo Divulgação

O candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, defendeu que sejam investigadas as acusações envolvendo o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em entrevista à Rádio Jaraguar FM, de Jacobina, na manhã desta terça-feira (15), Rui comentou informações divulgadas pela imprensa nacional segundo as quais Vorcaro teria citado ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, em uma proposta de delação premiada, atribuindo aos dois a cobrança de uma comissão de 10% sobre recursos captados para o banco. O montante recebido por Neto e Rueda teria chegado a R$ 200 milhões. 

Ao comentar o caso, Rui defendeu uma apuração ampla e transparente, sem proteção a agentes públicos, independentemente da função que ocupem. “Isso tudo precisa ser passado a limpo, precisa ser investigado, ninguém pode ser protegido. Todos têm que estar sob a lei da transparência. Aqueles que são agentes públicos, sejam políticos, sejam juízes, seja quem for, têm que estar à luz do dia para a sociedade. Então, eu espero que isso se resolva o mais rápido possível”, afirmou.

Durante a entrevista concedida a João Batista Ferreira, âncora do programa Levante A Voz, Rui também fez uma avaliação mais ampla sobre a atual crise institucional e criticou o que considera um excesso de exposição e politização das instituições brasileiras. Segundo ele, desde a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff, o Judiciário e o parlamento brasileiro passaram a desempenhar funções que extrapolam seus papéis tradicionais.

Rui diz que Brasil precisa ser “passado a limpo” e cobra investigação de caso envolvendo ACM Neto e Vorcaro

“Infelizmente, desde que cassaram a Dilma, esse país virou de perna para o ar. Cada instituição resolveu sair, como a gente chama, da sua caixinha tradicional. O Judiciário resolveu executar, resolveu fazer política. O Parlamento resolveu executar R$ 55 bilhões de emenda, por isso esse escândalo todo dia com as emendas parlamentares. Então, está uma desarrumação completa e o que está acontecendo no STF é fruto, na minha opinião, desta desarrumação”, declarou.

O ex-ministro da Casa Civil, que disputa as duas vagas da Bahia ao Senado ao lado de Jaques Wagner, também comentou sobre o que chamou de excesso de exposição do Supremo Tribunal Federal (STF).  “Quando a gente tem uma crise institucional e insegurança jurídica, o investidor, quem vai investir numa fábrica, num comércio, pessoas que vêm do exterior para investir no Brasil, eles ficam inseguros [...] toda vez que aumenta o risco institucional, o investimento diminui. E isso prejudica o emprego, a renda e o desenvolvimento do nosso país. Eu espero que as coisas sejam passadas a limpo o mais rápido possível”, finalizou.


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Fonte: Por Diego Mascarenhas/Ascom