Safra de grãos da Bahia deve bater recorde em 2026, com alta de 8,7%, estima IBGE
Produção pode alcançar 13,95 milhões de toneladas; soja e milho impulsionam revisão positiva, enquanto feijão e cana-de-açúcar têm perspectivas de queda – Foto: Wenderson Araújo/CNA
A safra de grãos da Bahia deve alcançar 13,95 milhões de toneladas em 2026, um recorde histórico, segundo a nona estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de setembro. O volume projetado representa crescimento de 8,7% em relação a 2025, quando o estado colheu 12,84 milhões de toneladas.
A previsão também foi revisada para cima em relação ao levantamento de agosto. A estimativa passou de 13,25 milhões para 13,95 milhões de toneladas, um avanço de 5,3%, equivalente a 699,9 mil toneladas adicionais. A revisão foi impulsionada principalmente pelas novas projeções para a soja e a segunda safra de milho.
Milho tem maior revisão positiva no mês
O destaque entre as revisões mensais foi a segunda safra de milho. A produção prevista para 2026 passou a ser de 1,2 milhão de toneladas, alta de 68,1% em relação à estimativa de agosto, o equivalente a 486 mil toneladas adicionais. Na comparação com o resultado de 2025, o volume projetado é 48,8% maior.
A revisão considera tanto o aumento da área plantada quanto a melhora do rendimento médio. A área prevista cresceu 17,6%, chegando a 400 mil hectares, enquanto a produtividade estimada avançou 42,9%, para 3 mil quilos por hectare.
Soja mantém liderança na agricultura baiana
Principal produto agrícola do estado, a soja representa 65,6% da produção baiana de grãos. Para 2026, a estimativa é de uma colheita recorde de 9,16 milhões de toneladas, volume 6,5% superior ao registrado em 2025.
Na passagem de agosto para setembro, a previsão para a oleaginosa aumentou 2,6%, com acréscimo de aproximadamente 232,5 mil toneladas. A revisão está associada à melhora de 2,6% no rendimento médio, estimado em 4.207 quilos por hectare.
Feijão tem previsão de queda
Na direção oposta, a estimativa para a segunda safra de feijão foi reduzida em 21,7% entre agosto e setembro. A produção projetada passou a ser de 67,2 mil toneladas, uma redução de 18,6 mil toneladas em relação ao levantamento anterior.
Com isso, a colheita prevista para 2026 ficará 33,3% abaixo da registrada em 2025, quando foram produzidas 100,8 mil toneladas.
Bahia mantém a sétima maior safra de grãos do país
O recorde previsto para a Bahia acompanha a tendência nacional. A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 354,5 milhões de toneladas em 2026, alta de 2,4% em relação às 346,1 milhões de toneladas colhidas em 2025. Na comparação mensal, a estimativa nacional aumentou 0,4%, ou 1,6 milhão de toneladas.
Mesmo com a expansão projetada, a Bahia deve permanecer na sétima posição entre os maiores produtores de grãos do país, respondendo por 3,9% da safra nacional.
Mato Grosso lidera o ranking, com 32,2% da produção brasileira, seguido pelo Paraná, com 13,3%, e pelo Rio Grande do Sul, com 10,4%.
18 das 26 safras devem crescer na Bahia
Considerando todos os produtos agrícolas investigados pelo IBGE no estado, e não apenas os grãos, a estimativa de setembro indica crescimento da produção em 18 das 26 safras analisadas para 2026.
Além da soja e da segunda safra de milho, o milho de primeira safra também deve contribuir para o aumento da produção, com acréscimo estimado de 156 mil toneladas, equivalente a 8,1% em relação a 2025.
Entre as maiores quedas projetadas em volume estão a cana-de-açúcar, com redução de 741,5 mil toneladas (11,9%); a mandioca, com recuo de 34,1 mil toneladas (3,8%); e a segunda safra de feijão, com diminuição de 33,6 mil toneladas (33,3%).
A pesquisa do IBGE acompanha mensalmente as estimativas de produção agrícola. No grupo de grãos, são considerados produtos como soja, milho, arroz, feijão, trigo, sorgo, amendoim, caroço de algodão, mamona e girassol, entre outros.
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Fonte: Vejaessa/Ascom


