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Sesab diz que não há registro de intoxicação por metanol na Bahia

02 de outubro de 2025

Orientação foi feita para que unidades de saúde da rede privada e às portas de urgência e emergência da rede pública estejam atentas a possíveis situações clínicas compatíveis com intoxicação

Sesab diz que não há registro de intoxicação por metanol na Bahia

Secretaria de Saúde da Bahia afirma que não há registros de casos de intoxicação por metanol no estado — Foto: Reprodução/ TV Globo

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou, nesta quinta-feira (2), que, até o momento, não há registros de casos de intoxicação por metanol no estado.

Segundo a Sesab, como medida preventiva, já foi emitida orientação às unidades de saúde da rede privada e às portas de urgência e emergência da rede pública para que estejam atentas a possíveis situações clínicas compatíveis com intoxicação e que quaisquer notificações sejam imediatamente comunicadas à secretaria, de forma a permitir rápida análise e adoção das medidas necessárias.

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A Secretaria da Saúde da Bahia reforçou que mantém diálogo permanente com o Ministério da Saúde e com as autoridades sanitárias nacionais para monitorar a situação em outros estados, onde foram notificados casos suspeitos e confirmados.

O Brasil registrou 43 notificações de intoxicação por metanol, até quarta-feira (1º), de acordo com o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).

Desses, 39 são em São Paulo — sendo 10 casos confirmados de intoxicação por metanol em bebida e 29 em investigação — e 4 em investigação em Pernambuco. Foi registrada uma morte em São Paulo, enquanto outras sete seguem em investigação, cinco em São Paulo e dois em Pernambuco.

A intoxicação por metanol a partir do consumo de bebidas alcoólicas batizadas — como gin, vodca e whisky — já provocou casos de internação grave, perda de visão e até mortes no estado de São Paulo nas últimas semanas.
 
O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.

Até o momento, seis mortes em São Paulo estão relacionadas à intoxicação. Uma delas já foi comprovadamente causada pelo consumo de bebida adulterada, enquanto outras cinco seguem em apuração.

Sesab diz que não há registro de intoxicação por metanol na Bahia

Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano — Foto: Arte/g1


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Fonte: Reprodução — Por g1 BA