Sindicato de docentes da UNEB promove Roda de Conversa “Trajetórias de mulheres nas lutas pelo território”

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No dia 26 de março aconteceu no Auditório da UNEB/Campus X, em Teixeira de Freitas, uma roda de conversa, com aproximadamente 150 participantes, tendo em pauta as “Trajetórias de mulheres nas lutas pelo território”. O evento foi promovido pela subseção Departamental da ADUNEB (Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia) do Campus X.
Em aderência à agenda internacional de 8 de março, a ADUNEB tem pautado as lutas que ocorrem contra todas as formas de violência sofrida pelas mulheres. Dados alarmantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostraram que, em 2023, a cada 6 horas uma mulher foi vítima de feminicídio, num total de 1463, maior registro desde que a Lei do Feminicídio entrou em vigor em 2015 (Lei 13.104/15).
Na mística de abertura, discentes do Curso de Pedagogia, VII Semestre, trouxeram para a roda mulheres ativistas afro-brasileiras e indígenas, trabalho organizado pelas professoras Helânia Thomazine Porto e Lúcia de Fátima Oliveira de Jesus, que resultou no “Abecedário de ativistas afro-brasileira e indígenas”.

Participaram da roda três trabalhadoras ativistas: a cacica Tainá Pataxó Hã-Hã-Hãe da Aldeia Renascer (Alcobaça-Bahia), a educadora e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Djacira Maria de Oliveira Araújo e a educadora e militante da Teia do Povos e do Assentamento Terra Vista (Arataca-Bahia), Solange Brito Santos. A roda foi mediada pela ativista e educadora Helânia Thomazine Porto, professora da UNEB/Campus X.
De seus lugares socioculturais e políticos, as militantes apresentaram suas táticas e estratégias de enfrentamento aos sistemas opressores, principalmente ao patriarcado e ao capitalismo, e seus desdobramentos, como o machismo, as violências de gênero e à violação dos direitos à vida, ao território e à Agroecologia.
Pensar a categoria “trabalho” interseccionado pela questão de gênero, no evento organizado pela subseção da ADUNEB/Campus X, possibilitou visualizar nas lutas pelo território ancestral e coletivo empreendidas pelas ativistas que, suas lutas são parecidas com os embates de trabalhadoras/es do Ensino Superior, sendo as conquistas alcançadas pela participação coletiva e por uma dialética inclusiva.

E, por uma concepção de formação emancipatória, o evento ganhou força com a participação da comunidade acadêmica e externa, sendo o espaço público um lócus de comunicação e de participação, em que outros formatos de organização social e de se fazer política foram apresentados nos relatos das mulheres convidadas e de outras da plenária.
Percebeu-se ainda que, pela participação do público, o evento promoveu importantes reflexões acerca dos saberes e fazeres dessas mulheres em suas comunidades, revelando a importância da participação popular, por meio de linguagens inclusivas capazes de colaborar para a percepção mais crítica e política da realidade, salvaguardando a deferência às diferenças e subjetividades.

Quanto à participação de estudantes, docentes e técnicos do DEDC-X, percebeu-se que, o evento corroborou para se pensar a educação transversalizada pela questão de gênero, ainda que no campo das micropolíticas, suscitando assim visualizar outras configurações de enfrentamento às injustiças sociais, especificamente às opressões às mulheres.
Entretanto, é importante considerar que, apesar da importância da realização de eventos dessa natureza, há de se fortalecer junto à ADUNEB, políticas afirmativas de gênero, incluindo o combate ao assédio moral e à negligência ao atendimento de mulheres e homens pelo Planserv.
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Colaboração: Professoras Cecilia Maria Mourão, Luzeni Carvalho, Karina Sales e Maria Nalva Bogo
Fotos: Cecilia Maria Mourão, Micaela Pereira de Sousa Nascimento, Núbia Teixeira
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Fonte: Profª. Helânia Porto


